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Cadeia de suínos Rondônia Acre

Governo de Rondônia articula integração da cadeia de suínos com indústria do Acre

Iniciativa busca viabilizar a produção de suínos na Ponta do Abunã e no Cone Sul para atender demanda de exportação para o mercado asiático.

PORTO VELHO – Representantes da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO) e da superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa) realizaram uma visita técnica a uma unidade frigorífica em Brasiléia (AC). O objetivo da agenda foi avaliar a viabilidade técnica e logística para que produtores rondonienses passem a fornecer animais para a indústria acreana, que possui certificação para exportar carne suína para a China.

Aspectos Logísticos e de Insumos

A viabilidade do projeto baseia-se na localização geográfica da região da Ponta do Abunã, cuja proximidade com o Acre pode reduzir os custos de transporte. Além disso, a região de Nova Mamoré já produz milho e soja, componentes que representam a maior parte do custo da ração animal. Segundo a gestão estadual, o aproveitamento desses insumos locais é um fator determinante para a competitividade do setor.

Metas de Abate e Capacidade Industrial

Atualmente, o frigorífico visitado abate 460 suínos por dia, provenientes do Acre e do Mato Grosso. No entanto, a planta possui capacidade instalada para processar até 1.200 animais diariamente em dois turnos. A inclusão de Rondônia na cadeia produtiva visa preencher essa capacidade ociosa e sustentar os planos de expansão das exportações para os mercados do Japão e do Chile.

Planejamento e Estrutura de Apoio

O projeto apresentado envolve diferentes esferas de atuação:

  • Assistência Técnica: A Emater-RO designará técnicos para acompanhar a estruturação das granjas nas propriedades interessadas.

  • Financiamento: O Banco da Amazônia (Basa) é apontado como o principal agente financeiro para as linhas de crédito necessárias aos produtores.

  • Questão Tributária: Há uma negociação em curso com a Secretaria de Finanças (Sefin) para reduzir a alíquota de ICMS sobre a circulação de animais vivos entre os dois estados, atualmente em 12%, para uma faixa entre 3% e 4%.

Perspectivas para o Cone Sul

Embora o foco inicial seja a Ponta do Abunã pela questão logística, o planejamento inclui o Cone Sul de Rondônia, região que já possui histórico na suinocultura. A estratégia do governo prevê que, no médio prazo, o fortalecimento desta cadeia de suprimentos possa justificar a instalação de uma indústria de processamento própria em território rondoniense.

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