Produção de castanha-da-amazônia em Rondônia sinaliza recuperação em 2026
Estimativas da Sedam indicam volume de 140 mil toneladas apenas na Resex Rio Cautário; movimentação econômica pode ultrapassar R$ 1 milhão na região.
A colheita da castanha-da-amazônia nas Reservas Extrativistas (Resex) de Rondônia apresenta indicadores de crescimento na safra de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o desempenho atual interrompe um ciclo de dois anos de baixa produtividade, atribuído a fatores climáticos que afetaram a florada em períodos anteriores.
Dados de produção e mercado
O levantamento realizado pela Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC) aponta que a Resex do Rio Cautário deve atingir a marca de 140 mil toneladas do produto. Este aumento na oferta tem impacto direto no comércio local, com uma circulação financeira estimada em mais de R$ 1 milhão, concentrada principalmente no município de Costa Marques e no distrito de São Domingos.
A oscilação positiva ocorre após uma queda acentuada em 2025. Na ocasião, extrativistas relataram que a redução do índice pluviométrico durante a fase de formação dos frutos comprometeu o volume final da colheita.
Papel socioeconômico e ambiental
A cadeia produtiva da castanha é um dos pilares da economia extrativista no estado. Segundo a gestão estadual, a atividade desempenha funções distintas para as comunidades envolvidas:
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Renda e Planejamento: O capital gerado pela venda é utilizado pelas famílias para a aquisição de bens e organização financeira anual.
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Subsistência: O produto é parte integrante da dieta e da segurança alimentar das populações tradicionais.
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Manejo Territorial: A coleta da castanha exige a conservação da cobertura florestal, integrando a atividade produtiva à manutenção das reservas ambientais.
Perspectivas institucionais
Representantes da Sedam e do governo estadual afirmam que o monitoramento da safra busca consolidar políticas de apoio ao extrativismo. O foco das ações atuais reside em garantir que o crescimento da produção seja acompanhado pelo fortalecimento das comunidades locais, assegurando a viabilidade econômica do recurso natural sem prejuízo à integridade das Unidades de Conservação.
Para os coletores, a safra de 2026 representa a retomada da capacidade de investimento das famílias, após o período de escassez produtiva que marcou os últimos 24 meses.













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